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Perdidamente...

Um dia... vou acreditar no destino Fechar os olhos e deixar o vento levar-me... onde ele quiser vou acreditar nos sonhos vou acreditar em ti...

Perdidamente...

Um dia... vou acreditar no destino Fechar os olhos e deixar o vento levar-me... onde ele quiser vou acreditar nos sonhos vou acreditar em ti...

Triste verdade...

 

 

Eu cá vou onde mais ninguém teria coragem para ir e sabes porquê? Porque não tenho medo. Mais nada. Como não vivo na mentira das relações não tenho medo de nada. O que nos fragiliza é a ficção. Temos de nos encher de coisas e objectos e simulacros para contermos o terror, mas essa acumulação em vez de provocar alívio provoca um terror ainda maior, o terror de perder. Quantos mais laços temos mais vivemos em pânico, as pessoas morrem ou deixam-nos, as coisas perdem-se ou partem-se, são roubadas e, de repente damos por nós totalmente nus. Nus e desesperados. É claro que sempre estivemos nus, mas fingimos que não sabíamos, que não víamos e, quando descobrimos já é tarde demais para nos pormos a salvo.
 
Susana Tamaro in "Escuta a minha voz"
 

 

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